16.1.11

tore my heart




chega a ser poética a vaidade com que me condenaste. pergunto-me se te teria sido mais conveniente se tivesse continuado solitária e patética. diz-me, durante quanto tempo consegues tu suster o teu rancor?

13.1.11




Tickle me pink
I'm rosy as a flushed red apple skin
'xept I've never been as sweet
I've rolled around the orchard
and found myself too awkward
and tickle me green I'm too naive

Pray for the people inside your head
for they won't be there when you're dead
muffled out and pushed back down
pushed back through the leafy ground

Time is too early
my hair isn't curly
I wish I was home and tucked away
when nothing goes right
and the future's dark as night
what you need is a sunny sunny day

Pray for the people inside your head
for they won't be there when you're dead
muffled out and pushed back down
pushed back through the leafy ground

Don't know where I can find myself a brand new pair of ears
don't know where I can buy a heart
the one I've got is shoddy
I need a brand new body
and then I can have a brand new start

Pray for the people inside your head
for they won't be there when you're dead
muffled out and pushed back down
pushed back through the leafy ground

Monsters in the valley
and shootings in the alley
and people fall flat at every turn
there is no straight and narrow
offload your wheelbarrow
and pick up your sticks and twigs to burn

Pray for the people inside your head
for they won't be there when you're dead
muffled out and pushed back down
pushed back through the leafy ground

Pray for the people inside your head
for they won't be there when you're dead


12.1.11

num atrevimento pueril, esta veio dentro do bolso. não tenho por hábito extorquir, é mais comum compartilhar.
à baixa protecção impus alta usurpação. e não me arrependo.
toma, é para ti.

barbie is a grown ass woman with some issues...

just like me.











eu linkei-o a ele. ele linkou-me a mim. e agora estamos linkados um ao outro.


está aberto o mercado das permutações, ou, se preferirem, o sistema de troca de favores no colunismo social, embora eticamente suspeito, costuma ser inócuo.

10.1.11


sinto que saí do bairro mais degradado do meu cérebro.
aquele que todos evitam, e onde os táxis de madrugada se recusam a parar.
onde há rusgas, pulsos doridos, bêbedos, dealers, senhoras-que-se-vendem, música muito má de fundo, e onde falta uma pinga de amor às 3h da manhã.
atrevi-me a sair dele.
fartei-me dos vizinhos. e sóbria, as paredes e degraus deixaram de ser apelativos.
there is a light that never goes out

errata:
ainda estou ao virar da esquina.
quero acreditar que isto não é um círculo de eterno retorno but you never know. estou a meio caminho.
ou vou conhecer os subúrbios ou volto para o antro.

take me anywhere, I don't care.I don't care. I don't care. I don't care.

7.1.11




para que não haja dúvidas.
este amor não me mal trata e está longe de me destruir. raramente é biográfico e nunca se encontra arquivado cronologicamente.

não me tentes desemaranhar. o que escrevo não foi feito para isso. juro que não.

1.1.11

primeiro filme.
primeira música.
primeira entrega do ano.

sou assim, extremamente feliz nas minhas escolhas músicais e cinematográficas mas uma eterna infeliz nas escolhas amorosas. deixei de acreditar no poder curativo das bolinhas e no bater esperançoso dos calcanhares. sou assim. não acredito.
mas tento.





senti o coração parar de bater, e não foi por um segundo

acho que não é o novo ano que me vai resolver. afinal é só mais um ano.
falam em esperança. tenho-a sempre mas nunca a tive.

não como o raio das passas é no que dá.

25.12.10


22.12.10

período de nojo


já várias pessoas tinham tentado mas tu foste o único que estiveste perto de me conseguir envergonhar e enxovalhar ao ponto de quase me desfazeres.

diz-me, não estranhaste que «uau» fosse a única palavra de retorno àquela ode insultuosa? já me devias conhecer melhor joão. já me devias conhecer melhor. vamos fazer o seguinte, já que tu lavaste a louça eu limpo e arrumo. a casa quer-se arrumada duma vez por todas.

nunca te exigi nada. pedi.
nunca cobrei. só nunca consegui aceitar uma amizade feita de resíduos (que se provaram hoje, toxicos).
nunca esperei que me considerasses a tua melhor amiga, mas acredita, nunca pensei que me visses como alvo a abater. inimiga que nem ‘arqui’ chega a ser. massa a destruir. alguém assim tão feio. alguém por quem não temos em conta as palavras duras que utilizamos para as abalroar. desconhecia esta tua esquina. não quero lá voltar a passar. já lá fui atropelada uma vez, não me voltas a apanhar distraída.
nunca quis ser tua confidente. com medo por receio de saber tudo ou saber demais. queria sim, conseguir ter conversas práticas circunstanciais sobre o dia-a-dia sobre tudo e sobre nada sobre o livro que estás a ler ou sobre o último filme que viste sobre o frio e a neve sobre os lugares que visitas e sobre a comida que se baseia em massas pão e tomate. eu falar-te-ia do livro que ainda não li do filme que quero ver e da nova música que explica a razão da pele-de-galinha. porque eu sou assim. e já devias saber disso. não queria segredos queria banalidades. o mesmo tipo de conversa que se tem com alguém com quem nos cruzamos na rua e ficamos contentes por reencontrar. a quem sorrimos e mostramos o coração nos dentes. só porque somos simpáticos sem qualquer outra razão adicional. nunca quis mais do que outrora já tinha tido, mas que vergonhosamente perdi. talvez entre palavras mal traduzidas do teu espanhol talvez entre um ou outro erro ortográfico meu. queria uma amizade. uma amizade das boas sincera e verdadeira. independentemente da distância e dos dois mil e quinhentos kms e temas e expectativas e realizações. tenho uma grande dificuldade em entender como se pode querer mal a alguém que sempre nos desejou bem. isso cheira a cruel desnível emocional. sim, porque dá para entender em cada palavra tua. principalmente quando depois de me atirares para o chão de me rasgares a roupa por mera humilhação e pontapeares o estômago vezes repetidas sem dó nem piedade terminas dizendo que esperas que encontre paz. porra, deixa de ser um-sacana-ironico-sem-coração, ou talvez, e arrisco em dizer dado o avançado da hora da tua mensagem, não respondas a e-mails inocentes com alcool a mais no sangue! (agora sim, uma ofensa para uma condenação injusta, mas que dá para entender o quanto eu já me estou a lixar para a absolvição, não a espero e já nem a quero).

preciso que percebas que quando chamo «período de nojo», «nojo» significa mesmo nojo.
declaro-me emocionalmente falida. e a culpa não é da chuva ou do sol ou da pedra da calçada ou do vinil riscado ou do cheiro do casaco que insistes em deixar para trás. a culpa é disto:

21.12.10

is diving diving diving diving off the balcony



nunca fui muito boa com coisas de encaixes e coisas partidas. ou a mentir e a dizer que não fui eu, aconteceu.
estou a disposta a não invadir. estarás tu disposto a me deixar entrar?

19.12.10

vê como cresci.
vê como são leves as minhas mãos vazias do teu corpo.

18.12.10



... e a culpa é minha que deixei a jugular à mercê da tua vontade.