18.10.10


Ok... acho que percebi... i'm scared now....
(imagem M.D.)

17.10.10

nem tudo o que parece é

neste palco,
todos têm direito a plateia.

sem ordem de chegada sem cunhas ou lobies sem interesses ou jogos e sem maneiras ou sejá lá o que raio for.
todos, sem excepção.

a rapariga vudu



é feita de retalhos,
tem pele de algodão
e muitos alfinetes coloridos
saídos do coração

tem um magnífico par
de olhos em espiral
por si utilizados
para hipnotisar namorados.


tem muitos zombies diferentes
de que nunca se cansa.
até tem um zombie
oriundo de frança


mas sabe que não pode vencer
a sua terrível maldição,
pois se alguém se aproxima dela
perfura-lhe o coração.

@tim burton

16.10.10


(imagem M.D.)
E já disse tudo por hoje....


14.10.10

e quando os dias não são perfeitos.
é com estas coisas que ela me cala.


WTF?!


boca doce (?!), só se for de morango.



this is a story of boy meets girl, but you should know upfront, this is not a love story.
this is a story about love.


13.10.10

this charming man

e é assim que ele me faz sorrir...



«vai tudo correr bem
vai tudo correr
vai tudo
vai
bem
bem querer
tudo bem querer
vai tudo querer bem»


um dia digo o teu nome em voz alta.

12.10.10

éloge de lámour

'uma sugestão, posso?
não procures encontrar explicação em todas as coisas.
é essa a beleza do mundo.' - diz ele.


(...)
«dou comigo a achar, que mais uma vez, godard, numa linguagem muito sua, consegue fazer com o que à partida não faz sentido, nunca venha a fazer sentido, mas o sentido das coisas que se lixe porque o importante são os sentimentos. 'que os sentimentos provoquem os acontecimentos, não o contrário.' diz a dada altura godard cintando bresson. fala das quatro fases do amor como se lê-se as rugas da palma-da-mão. reitera que há amores que ficam e resistem e sobrevivem a guerras. 'a medida do amor é amar sem medida’. fala dos americanos com sete pedras na mão – e esse ‘ódio de estimação’ é óbvio quando uma personagem americana ao telefone se vê obrigada a admitir que os EUA são um povo sem nome sem história e que, por isso, têm de se apropriar da história de outros povos. (esse momento é, simplesmento, lin-do!) e por fim, a troca cronologica da côr, tendo como presente preto e branco e passado a côr saturada da gravação por video. é, genial. (e não existe pingo de exagero nesta minha descrição.) é um regalo. não por ser uma história linear mas pelas relíquias nela contida.», digo eu.

11.10.10

it´s beyond my control


ela:
olá croma

eu:
olá menina bonita.

ela:
que tens feito? faz tempo que não dizes nada.
no sábado acabei por não ir ao bairro por isso é que não disse nada.

eu:
fiquei o fim-de-semana na ronha. entre sofá e dvd's e ver mails e responder e terminar o mail que enviei ao 'john malkovich' em reticências. tipo:

blá blá blá

...
e assinei.

enlouqueci.
enlouqueci.
não há nada em minha defesa.
enlouqueci.

ela:
pois sim, enlouqueceste.


you'll find the shame is like the pain, you only feel it once.





porque sou messy. porque sou ruinas. porque já não sinto. ou não quero sentir, de todo. sou uma esquecida que lembra a todo o segundo o que não foi. e que quer partir espelhos, quer ver-se estilhaçada para depois sentir pena daquilo em que se irá tornar ao ver o sangue a escorrer, but she's too damn afraid. de tentar ser feliz outra vez, de nomear os seus defeitos, um por um por ordem alfabética. cobarde.cobarde.cobarde.cobarde.cobarde.cobarde.cobarde.cobarde.

não sei se as minhas ruinas serão valorizadas, nem sei se algum dia terei um autocarro de turistas a cantar o cumbaiá ou se me despenharei no penhasco mais próximo. sozinha e sem maydays.


ruínas são ruínas.
que foram.
que são


ruínas.



clamentine: i'm just a fuched up girl who's lookin' for my own peace of mind

10.10.10



se tu vês azul
se todos vêm azul
porque é que só eu vejo vermelho?
pronto, esta agora não me sai da cabeça
e a culpa é tua.

6.10.10

ora,

que este é um blog por vezes moribundo de atenção e
com tendências suicidas já se sabia.
que entre ausências e mais ausências
e outra vez as ausências
lá vai sobrevivendo
com curtos e arrastados batimentos cardíacos,
também.
e mesmo assim,
sem carne nem osso,
consegue agarrar a esperança pelos cornos e aguardar salvação
na tintura de iodo e mezinhas e poções.
afinal não se quer fugir ao hábito,
é como a marcha dos pinguins-imperador

não param e são inatas de tão bonitas.
agora, daqui, pouco ou nada se aproveita,

isso eu sei.
lá fora é o regresso da chuva,
dos casacos pesados que atrapalham,
dos guarda-chuvas às bolas
das franjas desalinhadas
da cafeína a mais
e calma a menos.
diminui o saldo bancário
mas aumenta a cinefilia por estas bandas.
no sofá, vai-se de jean-luc godard com éloge de lámour
a fernando lopes e o seu filme sobre a pina bausch.
de poesias do pessoa

à morte melancólica do rapaz ostra & outras estórias do burton.
com bilhete previamente comprado
e encontro marcado com brillante mendoza e a sua lola
obrigo-me a intervalar tudo isto com um pulo até ao europa
e um eléctrico chamado desejo no maria matos.
tindersticks
tindersticks
tindersticks
oh deus, até tremo só de pensar.
já para não falar do bicarbonato que se tornou vicio,
mas disso não se fala porque é segredo
e do gosto em falar com um desconhecido também não, isso não.
de repente vem-me à cabeça:
uma adulação repetida acabará inevitavelmente por tornar-se insatisfatória, e portanto ferirá como uma ofensa, já dizia saramago e agora digo eu.
será que com a chuva também chegou uma inocente ansiedade platónica?
épocas especiais alarmista sou meros apontamentos sublinhados com caneta flurescente?

enfim,
a verdade é que mais pó menos pó

lá se vai respirando por aqui.


por fim,
sem vestigíos de adrianices neste canto
vai não volta ainda mandas a tua cota para OPA