13.3.10

a story about boy meets girl

a verdade é essa.
o destino está entregue ao acaso.
que pode estar logo ao virar da esquina ou numa sala de espera para uma entrevista de trabalho.



só esta semana já o vi três vezes. acho que começa a fazer efeito

12.3.10

Ode ao Arnaldo...



Na altura, lembrei-me de ti
Lembrei-me daquela Personagem..
Pelo conteúdo,
Pareceu-me apropriada.

Após tanto tempo...
Do pouco, embora suficiente
Conhecimento para tal...

Pelos desabafos e ocorrências..
Pelas ausências presentes e até,
Por vezes, presentes ausências.

Vago, mas perceptível por ti...

Ele.. de nome fictício " Arnaldo ".

(Quanto à intervenção sonora......)
É ou não é de uma simpatia melódica..?!

kiss à amiga.. que se faz de
OffLine..


10.3.10

sequela

pego no telemóvel
para agradecer o mimo
e com mensagens de
londres-a-lisboa-e-lisboa-a-londres
a teresa volta a fazer das suas
acho
que poderei dizer
que mesmo sendo
uma ínfima possibilidade
quando for à terrinha
poderei vir a conhecer o

alvim!

o meu mundo está virado ao avesso, mas porra, desta vez a sensação é felicidade em bruto!

obrigada teresa, só mesmo tu para me proporcionares uma coisa dessas.

lame publicity stunt



isto de se ter amigas famosas tem o que se lhe diga e desta, eu é que tive os meus cinco minutos (ou melhor dizendo, quarenta e um segundos) de fama e glória.

finalmente a minha admiração desmedida pelo alvim foi posta a público e em pleno programa 5 para a meia noite.





estou que nem posso com uma excitação estúpida
alvim, eu amo voce!
(desculpa, isso é coisa de quarta feira!)

8.3.10

mark linkous

1960 - 2010

aos quarenta e sete leva na bagagem trabalhos com pj harvey, tom waits, david lynch, radiohed e mais não digo porque mais não é preciso.

um tiro no coração num beco no tennessee e foi ele que assim quis.

diz-se por aí que o alcool leva ao extremo aquilo que a pele sente.


há um céu e uma estrela

à tua espera


6.3.10

have one on me

e ao que parece o vento levou o que ainda restava. já não te respiro de longe e o meu corpo já não te sente a falta. neste espaço em que tantas palavras desamparadas procuraram um conforto nunca encontrado entre desejos escondidos e camuflados sinto que finalmente posso dizer adeus. secaste-me as lágrimas a pontapé e eu gritei o teu nome em espirais nunca dantes ouvidas. gritei em silêncio por ti e quis que o teu corpo apagasse as dúvidas e as incertezas que se tinham apoderado de mim. enchi os pulmões e gritei. gritei com palavras mudas e acreditei que virias ao meu encontro mas não vieste. esperei por ti em vão. e agora grito que já não te espero mais. encho os pulmões de ar e calo-me para ganhar forças e recomeçar e reconstruir e seguir este novo caminho agora já sem percorreres as minhas veias e o meu leito já não ser teu. neste meu sentir imperfeito e abandonado que de tão solitário padeceu. neste amor-combate que não escapou a um esquecimento que de todo foi prematuro e morreu de velhice e tristeza. porque é possível a tristeza matar. é possível rasgar em mil pedaços um coração estancar um sangue e apagar um fogo e uma paixão. mas porque acredito que aos oitenta e um será possível lembrar-me da tua cara sem me lembrar do que me fizeste sentir. porque é assim que acontece num mundo perfeito. no meu mundo. naquele mundo que não te pareceu suficiente e ao qual viraste a cara sem pingo de arrependimento. sem olhar para trás. hoje levanto-me sacudo as mãos e curo joelhos esfolados com uma certeza recente de que tudo vai ficar bem. de que o que o vento levou há-de voltar a trazer mesmo que com novas silabadas a serem sussurradas e entoadas e que um dia serão gritadas porque um dia voltarei a ser número par.


Farewell to loves that I have known.

Even muddiest waters run.

3.3.10

dois minutos e vinte e oito segundos de amor do verdadeiro e plaroids são suficientes para a curiosidade ficar presa e uma vontade se impor

2.3.10

um simples toque descuidado pode destruí-la para sempre

1.3.10

caros progenitores,

venho assim
informar-vos de que
algo de muito errado
deve ter ocorrido
durante o
meu concebimento.
o lugar previsto
a ser preenchido
por um órgão vermelho
palpitante e
a latejar.
encontrasse vazio.
o que por lá existia
foi mirrando até ao ponto de
desaparecer.

pergunto agora,
o que devo fazer
a este espaço
sem qualquer sentido
e aparente
inutilidade.


24.2.10


eu:
aos trinta e um aparece a certeza de que: a amizade entre um homem e uma mulher só é possível até por volta dos seis. até ao fatídico momento em que surge a afirmação atrevida: mostro-te o meu se tu me deixares ver a tua - ou vice-versa.
é o fim já ingenuidade e o início dum mundo de perguntas com segundo sentido.

voz discordante:

felizmente este nosso mundo é feito de irregularidades e antagonismos e é isso que faz com que qualquer generalização focando atitudes e comportamentos dos seres humanos seja sempre altamente imprecisa e até muitas vezes errada. logo, nem todos os homens e nem todas as mulheres cultivam amizades com fins secundários, do genero plantar uma laranjeira para colher pepitas de ouro. por isso acredito firmemente que há sempre muitas excepções a essa regra.

eu:
concordo discordando. de facto os rotúlos generalistas nunca foram justos. no entanto bato o pé e reitero a ideia de que se não aos olhos de quem pergunta se aos olhos de quem responde ou aos olhos de terceiros... a amizade entre um homem e uma mulher é sempre composta duma dualidade por vezes desconcertante.

20.2.10

trevor brown


é preciso uma noite fria regada a vermelho-rubi para finalmente concluir porque escrevo. escrevo porque gosto de palavras. das palavras. escrevo porque lhes quero dar uso. vicío-me nelas.
é o sentir que num lugar sem cara posso ficar nua. despida de fachadas. sem os medos que me puxam para trás e me arrastam me esfolam. podendo ser eu sem ser outra. agarrando cada impulso que tenha para me purgar. me de expor por querer por opção e tornar públicas as minhas paixões. do qual sou feita. ponto por ponto. pausa por pausa.
pergunto-me se terei maturidade suficiente para ter um espaço público. mas logo de seguida acredito que é isso que o torna especial. esta exposição imatura-mundana. sem pudores e visceral e que burro de crente o torna pessoal e intransmissível. só meu. eu. virada ao avesso. de lacre partido


17.2.10

i'm pissed of!

se havia jogo em criança
que nunca gostei de jogar
era o salto ao eixo.
então agora,
depois de adulta e
no trabalho
...
tem um certo sabor
a iscas

15.2.10

michael huey

a fotografia pode ser uma arte intrinsecamente melancólica em forma sendo o registo de imagens apenas para enfatizar a temporalidade dos seus objectos.
os resultados são certamente melancólicos, mas ao mesmo tempo estranhamente comemorativos.







trabalhos que vão das cores saturadas a uma transparência quase bizarra. de 1870 a 1940. da ambiguidade ao simbolismo. evocações numa ausência de parecer supérfluo.


isto para quem poder dar um pulo à galeria josh lilley em soho

12.2.10


e afinal o fevereiro não está perdido.
afinal é possível a felicidade chegar pelo ar e desembarcar às nove e trinta de dia vinte e cinco.
porque no rescaldo dum coração partido só a amizade pode dar o que é preciso para sobreviver neste mundo cão.
as minhas pessoas.
aquelas que me acompanham à mais de duas décadas vêm a caminho para voltar a equilibrar esta vontade de voltar ao conhecido e deixar para trás a certeza deste sucesso conseguido a pulso.
e eu posso voltar a respirar. finalmente posso soltar esta respiração que de tão suspensa já só trazia o aperto. posso voltar a esmiuçar o calor humano que traz a certeza de que nem mesmo um oceano a separar pode fazer desaparecer o que se cultivou desde criança.
amo-vos.
sinto-vos a falta e se sobrevivo é pela certeza de que a distância não importa. e de que afinal este fevereiro vai ser preenchido de risos a lágrimas das que não se têm de prender por vergonha e esconder ou disfarçar. porque posso ser eu. porque só vocês me despem de fachadas.
porque na verdade estes km's não acabam com anos de histórias partilhadas e segredadas ao ouvido pela cumplicidade que se conquistou e se impõe até hoje.
este fevereiro vai ser preenchido de certezas e segurança em vez de expectativas furadas e promessas quebradas por desculpas sem argumentação possível.
amo-vos e espero-vos com uma ansiedade que não se quer esconder.
amo-vos e grito ao mundo a falta que me fazem a cada minuto que passa.

10.2.10

o video até que se tem de dizer que é uma piroseira pegada
mas gosto da música e digo-o sem pudores