30.3.10
28.3.10
prazeres consentidos
acho que estou a virar cleptomaniaca.
mais uma vez, vi-me obrigada a levar empresta.dado um video que estava no facebook duma menina que é a minha mais recente amiga virtual.
não digo nome, mas espalho a noticía dos seus três blogs que acho estéticamente delicíosos, não fosse ela ser designer de moda.
lugares que nos fazem entrar para um mundo de sonhos e metamorfoses.
ora então tomem lá,
porque as coisas belas são obrigatórias de se partilhar.
http://www.amoresdetoquio.blogspot.com/
27.3.10
25.3.10
visto pela segunda vez, digo de minha justiça
não o coloco como o filme de terror do ano 2009 como o empire aclamou, até porque a meu ver não pertence a essa categoria. nem assustador como o the daily telegraph o chamou.
mas considero-o sim, dos filmes mais chocantes e de digestação complicada senão impossível.
por vezes com um destino incerto e complicado de decifrar. com uma violência por vezes gratuita e de arrepiar. no entanto, cannes não enganou. destacando sim, a interpretação da charlotte gainsbourg, que é notável e quase palpável.
um trauma que se cruza com umas neuroses que chocam com um amor obscuro e, à partida displacente, mas que se revela profundo e de certa forma quase invejável, ao resistir e insistir em resistir e só mesmo o fogo o pára. com cenas demasiado explicitas para um conteúdo em que somente se previa ver o interior da alma e não a fisíca. mas afirmo que é de certa forma brilhante como tudo se encaixa e como o impensável se vai revelando no decorrer do filme, explicando o que não é perceptível a olhos mais desatentos.
23.3.10
The Pleasure of Being Robbed

Este pode bem ser um caso de solidão:
Eleonore é uma jovem e destemida carteirista que se passeia pelas ruas de Nova Iorque, exercendo a sua actividade com tanta mestria como desprendimento emocional. Os actos desconcertantes da bela e imperscrutável Eleonore são o centro desta auspiciosa estreia de Josh Sadfie, que além de realizar interpreta também o papel de Josh, o amigo da jovem rapariga a quem ela pede ajuda para localizar o carro que corresponde às chaves que acabou de roubar. Quando o encontram, Eleonore confessa que nem conduzir sabe, mas o detalhe não a coíbe de dar uma longa boleia ao amigo até Boston (a extraordinária sequência central do filme). Uma primeira obra profundamente original, que não deixa de ecoar gratas e inesperadas memórias cinéfilas (de Robert Bresson a Jim Jarmusch).
fonte: e-mail indie lisboa
19.3.10

- Alto aí! Corta!
Malta! Vamos passar curtas! Chega de Inverno! Chega de fazer cova no sofá!
Uma mão de cada lado do gerador, lençol às costas e outros dois levam a munição sonora.
O MAL aproveita a primeira aberta e faz-se à estrada! Que saudade de sentir a rua. A Rua é nossa! Renasce a tradição de aldeia do cinema piolho, das travessuras e das vontades. Vamos explorar a cidade bem no meio, onde moram os cinemas silenciados pelo tempo. Exibimos as películas de novos talentos do panorama enriquecido do cinema português e revivemos a cidade lá onde os nossos pais, nossos avós e bisavós sacudiam a ansiedade de ver cinema.
Existem em Lisboa centenas de salas de espectáculo encerradas.
Salas que noutro tempo faziam reluzir os olhos em cada qual, salas que construíram imaginários e impulsionaram a criatividade, o gozo, o sorriso, a troça, a lágrima e o choque ou até a indiferença… Em muitos casos a culpa do entaipamento de portas estava no negócio que mudava, na má sorte, em deus quem sabe e pouco interessa aqui vasculhar essa perspectiva. O que interessa é lembrar que estas casas de fazer cóltura, de fazer a convivência, de fazer imaginar e até amar a vida e a cidade são hoje fontes entupidas pela vontade de nada fazer, de mudar. Locais ricos, sítios de culto, votados ao desperdício. E como desperdiçar é proibido em tempos de PEC, o MAL exulta o libertário e também o dandy que existe em ti a combater esse desperdício de património urbano inqualificável!
O MAL vai à rua, na busca dessas fachadas, e convida os mais audazes a percorrer numa noite estes locais entaipados da cidade, lá bem no centro, marcamos encontro para dia 27 de Março. Das 21horas às 01 horas visitaremos quatro cinemas abandonados ou transformados para exibir nas suas fachadas conteúdos originais de novos talentos do cinema de Lisboa. Fica atento à próxima newsletter que desvendará programa, horas e locais.
Desperdiçar património desta maneira, mais do que ignorância é crime público!
fonte: e-mail MAL
18.3.10
16.3.10
Caught my attention
o indie lisboa’10 conta que por lá se vai encontrar o trabalho do aclamado realizador murray lerner, autor de filmes-concerto com grandes nomes da música como bob dylan, miles davis e jimmy hendrix. dizem que guardou em película o cohn aos trinta e cinco a induzir à hipnose uma multidão com a sua voz mágica no festival britânico isle of wight. conta quem sabe, que o rubro foi pleno e indiscutível.
e eu aqui. a uma hora e quarenta e cinco minutos de distância.
admito que ainda não consegui ultrapassar o facto de há poucos meses atrás não ter conseguido apreciar os vários trabalhos do excepcional b. mendonza que a zero em comportamento teve em amostra porque…
já estava aqui.
parece maldição ou até mesmo complô e já começo a acreditar que o fazem de propósito só para me irritar.
lembro-me de ter lido algures que no mês anterior a eu chegar tinham exibido por londres alguns trabalhos apresentados no indie lisboa 09. foi um desencontro cronológico que mais uma vez me tirou do sério e que não perdoo.
parece maldição ou até mesmo complô e já começo a acreditar que o fazem de propósito só para me irritar.
lembro-me de ter lido algures que no mês anterior a eu chegar tinham exibido por londres alguns trabalhos apresentados no indie lisboa 09. foi um desencontro cronológico que mais uma vez me tirou do sério e que não perdoo.
apresentados os factos e sem espaço para explicações, i guess this means warrrrrrrrrr!
é bom que me compensem por danos causados que, até ao momento, são considerados irreparáveis. não vos desculpo e de alguma forma vão ter de me compensar.
cohen por Lisboa e eu aqui.
há injustiça maior?
é bom que me compensem por danos causados que, até ao momento, são considerados irreparáveis. não vos desculpo e de alguma forma vão ter de me compensar.
cohen por Lisboa e eu aqui.
há injustiça maior?
15.3.10
postmodern cabaret diva
guess who got the cream? meow meow gets lacticpor onde passa deixa marca e da profunda. é considerada um kamikaze do cabaret kitsch com um click de extravagância que a torna o que é, única. reclama um cérebro com piadas que vão do político ao social não deixando de lado o rótulo do já esperado british humor. e é premiada de nova York a Berlim como the best best best show girl.
claro está, porque a curiosidade pode matar o gato, lá estou eu de bilhete em riste, prontinha a ir ver o que a menina tem para dar com encontro marcado em soho no theater glamour.
vamos ver se dou razão ao david bowie.
i'm real, you know!
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