5.9.09
porque ainda é o teu dia
a curiosidade anseia a história de cinco de setembro do ano em que já tardavas e o mundo te queria.
porque ainda é o teu dia
porque ainda é o teu dia
porque ainda é o teu dia
porque ainda é o teu dia
acredito que és um vaivém como o quadro no passos manuel. mas só a segunda sílaba me conforta. a primeira lembra-me a todo o tempo a falta que me fazes.
parabéns.
4.9.09
com amor e por amor, à dança, à arte ao belo.
corpos concubinados, espíritos rendidos.
ao ver o P. Swayze é impossível não me reportar, cheia de emoção, aos tempos do Darty Dancing. mas por muito que os olhos agradeçam, os ouvidos choram quando o menino insiste em fazer músicas para a banda sonora...
3.9.09

Pergunto: e as que contra a nossa vontade deixam de fazer parte dela? As que não há dia que passe sem deixarmos de esboçar um sorriso escondido pelo despropósito de uma lembrança que se decidiu colar à memória e se recusa a cair no esquecimento.
Luto contra a ideia de acreditar que a vontade de me manter ligada já ultrapassou o ridículo. Que a falta de bom-senso se apoderou de mim.
Mas qual é o limite de palavras e actos envergonhados que se podem atirar sem retorno até que a mão se dê à palmatória e decida aceitar que não existe forma de segurar o que não quer ser segurado?
Não há muito tempo atrás, a resposta a qualquer pergunta que envolvesse admitir o que realmente sentia, era vomitada por mim como algo fora de prazo, acho que andava zangada com os dias e com as noites, com as horas e os minutos.
Mas quando confrontada com a ideia de perder, algo em mim dobrou, cedeu e acedeu à mão que se estendeu do coração que gritou e decidiu dizer o que antes não tinha coragem sequer pensar.
Benigni no filme O Tigre e a Neve ou o Massimo n'O Carteiro de Pablo Neruda, as suas personagens, decidem ser poetas por terem descoberto que escolhendo bem cada palavra, conseguiam fazer sentir através de metáforas ou jogos linguísticos, a alegria desmedida com um pequeno pássaro, um revolucionário amor ou uma eterna devoção.
Afinal, escrever é a melhor forma de falar sem ser interrompida.
31.8.09
Nesta Era da falsidade
Isto é o derradeiro final da crença na pureza humana.
É um final descrente, sem fé no milagre da cura.
O que se dá, é o que se recebe. O que se atira é o que retorna.
E o que moí, na verdade, é o que fica a pairar no ar.
O que está feito acaba por nunca se desfazer por completo.
Com esse sentimento de injustiça fica o rancor, a revolta.
27.8.09
ele há coisas!....

"... tenham sido encomendadas por Eva Braun. Essa, que também só tinha bom gosto para comer e vestir... porque de resto, a escolha de homem foi o que se sabe e dispensa comentários extra."comentário feito pelo"meu"dedálo11
21.8.09
20.8.09
19.8.09
saudade até ao limite das folhas caídas na hora de cair
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais gravedo que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste
Carlos Drummond de Andrade
em português de Portugal ou do Brasil, a saudade é autêntica, real
14.8.09
3.8.09
é urgente aquilo que sai em sílabas dispersas desorganizadas espalhadas no chão numa madrugada de coração na mão porque o peito abriu de vez é urgente dize-lo de olhos fechados semi-cerrados a meia haste cheios húmidos a pestanejar com um olhar que antes se cruzava e agora se aprofunda e se conhece é urgente a repetição de clichés que não o são a reiterar e a dar pontuação à segurança que tarda mas que caminha e à crença no timbre que me habitua é urgente deixar que ele tome as rédeas porque ele sabe é urgente o J.Backley inteiro num era uma vez já outrora mil vezes idealizado e o Grey num final espiritual apoteótico de quem se quer é urgente perder a conta às pestanas porque a boca distrai os olhos é urgente a reciprocidade as duas palmas os passos que imitam as neuras que se cruzam é urgente o riso de coração de prolapso ansioso infantil quando as palavras parecem fugir é urgente o lacre partido em dois e o copo meio cheio a substituir o vazio é urgente os pacotes de açúcar que começam fábulas do serão passado e adoçam o dia é urgente as mãos de fada que não se cansam e teimam é urgente o abraço que envolve porque o medo já vai longe e é urgente a métrica das bocas viciadas sem fim à vista é urgente passar do punk à poesia de algibeira é urgente o último olhar lançado naquelas escadas que agora são só tuas é urgente sentir que me procuras é urgente
27.7.09
26.7.09
everything with you
porque eu também amo você
porque andamos de mãos dadas
porque és o lado B do meu vinil riscado
welcome my sweet A.*
girl let's make out?
