15.7.09

a ambiência romântica da música

o dramatismo

o fado



in@merzbau

Help, i'm alive!


É incrível, como mesmo quando tanto se quer, tudo se faz para não se ter. Um turbilhão interior sobrepõe-se à vontade de ser feliz, mesmo que seja acidental, doce e revitalizante.

Interrogações, algumas, de foro ético, são disparadas para todos os lados como morteiros de forma a exterminar qualquer boa vontade.
Encontrar-se um lado que não se contenta, se não, com o extraordinário. E como o extraordinário anda de mãos dadas com a perfeição, tornar-se óbvio, que tal, nunca vai ser alcançado, e, com isso, o resto, é efeito dominó.

O que se deixou para trás na esperança de mais e melhor, deixou de fazer sentido e passou a ser só mais um capricho como tantos outros da altura.
Põem-se em causa argumentos usados para validar vontades antigas, agora, estúpidas, infantis.

Com o passar dos anos e a destruição diária de todas as convicções, tudo se torna ainda mais ridículo.

A espontaneidade, que se desaproveita, por se insistir em pensar no que já nem devia ter lugar, porque O que bombeia e faz palpitar, está mal colado e é frágil ao toque, porque se perde, porque se desmancha com o pouco que lhe é dado. Aquele, que já mal se lembra de como é - e como todo o pobre, desconfia da esmola, seja ela pouca ou muita – que se esforça em não esquecer que o vermelho é a sua cor e que o amor é Tamanho Único, estica e encolhe, mas serve a toda a gente.

Espero pelo momento certo. Mesmo que não seja espontâneo, mesmo que seja pormenorizadamente pensado por culpa do medo que não me “deslarga” e fica agarrado a toda a vontade de esquecer o que não tem de ser lembrado.




Help, I'm alive
My heart keeps beating like a hammer
Hard to be soft
Tough to be tender
Come take my pulse, the pace is on a runaway train

Help, I'm alive
My heart keeps beating like a hammer
Beating like a hammer

13.7.09

sem direito a banda sonora

ou a palavras meticulosamente escolhidas,

declaro:


sem qualquer aviso e de forma inesperada,

sabe bem a atenção.

10.7.09

Declaração de Gaia - Condomínio da Terra



Toda uma consciencialização e re-educação imprescindível e urgente a cada cidadão do Mundo, encontra-se neste projecto bem estruturado, que visa várias preocupações ambientais, a atmosfera, a hidrosfera e a biodiversidade, consciencializando cada um de nós através da Divisão Equitativa, apresentando objectivos pertinentes de interesse global, a coexistência, com a Soberania Complexa e, o conceito simplesmente lógico da visão do Mundo como um todo, partilhado por todos, sendo urgente a prática de Propriedade Soberana .


Conceitos idealistas, frescos e inovadores como a Economia de Simbiose e Da Amizade Entre Povos fazem rejubilar qualquer ser humano interessado em coexistir com os outros e com o que o rodeia.

´
não confundir consciencialização global com globalização!

Coco Chanel

E quando num bar de segunda, um grupo de bêbados a apelidou de Coco no seguimento de uma canção que tentou cantar entre a animada multidão, ela não aceitou apenas esta alcunha embaraçosa, mas adoptou-a orgulhosamente e teimosamente, impondo-a ao Mundo inteiro como, Coco Chanel.

Ela inventou e ofuscou.
Ela permanece um século depois, como um simbolismo de independência e de elegância.

Ela amou e foi amada mas manteve um espírito livre no coração de uma era que considerava o amor e a liberdade, como condições contraditórias.

O desempenho de Audrey Tautou é, para mim, um dos seus melhores até à data, revelando a personalidade obstinada da sua personagem através de uma entrega perspicaz e de um permanente, embora atractivo, mau humor.
A minha tardia descoberta d’Amelie, não impediu a instantânea e desmedida paixão por tão conhecida personagem, filme e banda sonora. Já tive a oportunidade de ver outros dos seus trabalhos, confesso, que alguns até me desiludiram mas Tautou como Coco, deixa marca.




e sim, mais uma vez a minha Adrianissima regou a nossa amizade .

descobriu que eu, afinal, sou low maintenance .

estendeu a mão com o lenço, quando eu, lavada em lágrimas,

já mal via a minha Tautou .

and i love that Boy

8.7.09

“Olá Guiga e que tal um gelado a ver o por do sol?”


Porra.
Admito, fez palpitar…


Vou ver-me obrigada a entrar num retórico mas exacto conceito, ao dizer que num segundo tudo muda. Num segundo, o que não era passa a ser. Num segundo, a cabeça antes tranquila, entra num rebuliço de quês e porquês. E facilmente, dadas as circunstâncias, o que já não era um problema volta a ser, o que estava arrumado entra em corrupio e o que se esperava, mas não se queria, acontece.

Hoje, quero honrar com um saudosismo esperado mas sem tristeza, uma alma que hoje nos deixou. Alguém que chamava de avó por amor apesar de não partilhar sangue, alguém que me viu crescer e tornar mulher, alguém que me recebia sempre com a mesma frase nada apetecível, mas carregada de ternura.

Alguém, que sempre me recebeu de braços escancarados.

Recuso-me a encarar a morte como uma coisa má, algo que é temível, (não, com isso, que a ache apetecível!), mas a verdade é que gosto de acreditar, que do outro lado, não sendo obrigatoriamente um jardim idílico ou um inferno terrível, nos estará reservada, uma paz que irá tornar o cenário simplesmente obsoleto.

A carne vive e morre, mas a alma evolui sem limite nem fim.

A morte não tem de ser dura, nua e crua, a morte, não pode ser o fim de tudo sem poder fazer nada.
A morte, como fim, faz com que a vida, num todo, deixe de fazer sentido.
A vida é curta e ocupada e não deixa tempo para por em prática o que se aprende, o que se sonha, o que se quer. Na maior parte das vezes, quando finalmente aprendemos algumas lições e elas se entranham, já estamos velhos e sem vitalidade, tudo começa a passar por nós, sem ser parte de nós, mas sim, dum outro, de alguém que conta.

Por isso, acredito veemente na existência da Alma. Seja ela gémea, companheira ou só mais uma que, connosco se cruza, mesmo que nada nos traga. Acredito, que se multiplica e se reconhece. Acredito, que o Nirvana é o objectivo, sem ser algo tão imediato que se torne possível na duração de uma vida, (mesmo que sejam noventa e quatro anos).

Hoje, a evitar lágrimas, comemoro recordando todas as histórias que poderiam ser contadas.

7.7.09

Foi com uma efervescência infantil que cheguei ao CCB pronta a ser surpreendida com as notas irreverentes, aceleradas, complexas e singulares. Resultado, da amálgama de vários estilos musicais, que vão da música tradicional francesa ao minimalismo pulando para o rock com laivos de música clássica, chegando, a uma simbiose perfeita que nos faz atingir um clímax auditivo, que, por sua vez, deixa a pulsação em descontrolo.

Dust Lane foi-nos oferecido com uma rendição cúmplice entre Yann e os restantes músicos que o acompanham, sendo, qualquer um deles o tempero necessário para um desfecho irrepreensível.

Numa profética ironia à doçura esperada com os acordes da Amelie, deixou o gosto do conhecido com um surpreendente arranjo, afirmando distanciar-se das várias personalidades de cada trabalho.

Se efervescente estava, efervescente continuei no caminho para casa, por ter a noção de ter presenciado uma demonstração dum profundo conhecimento e genialidade musical, divinamente destribuido por cinco pessoas, simplesmente soberbas!



5.7.09



não consigo sair de casa
nem atender o telefone.
estou a ir abaixo novamente
mas não estou sozinho.

arrumar de vez
as contas da alma:
isto para o lixo,
isso pago por completo.

quanto à queda
começou à bastante tempo:
não consigo para a chuva,
não consigo para a neve.

sento-me na minha cadeira.
olho para a rua
o vizinho retribui
o meu sorriso de derrota.

movo-me com as folhas.
brilho com o crómio.
estou quase vivo.
estou em casa.

ninguém a quem seguir
e nada para ensinar,
à excepção de o objectivo
ficar aquém do alcance.

Leonard Cohen in Livro do Desejo
menina linda que estás guardada num lugar muito especial



e quando as coisas são especiais, elas têm um sabor diferente, uma cor diferente, um jeito diferente, um cheiro diferente.



delta tejo - 03/07

28.6.09

O eterno retorno




by@bombasuicida



sim,
confesso aquelo luminoso rumor,
vasto como o espaço, a afogar-me os sentidos;

sim,
confesso as minhas cicatrizes
e arrisco-me ao grotesco e ao ridículo;

sim,
confesso que os meus olhos me derrubam
e a boca me desassossega;

sim,
confesso saber que só um acidente do tempo
faria o prodígio da entrega;

sim,
sim,
sim,
mil vezes sim:
contra a crueza espessa do impossível
confesso a verdade última do amor.

Adalberto Alves in Oriente de Mim

27.6.09

Um vício, doses diárias e um apogeu quase orgásmico




É de certa forma inquietante, o vício que o meu eu sente pela música, talvez porque em tempos já houve quem dissesse que tinha sido bafejada pelo dom de cantar e encantar. Mas isso já foi há tanto tempo que nem sei se ainda é válido de se contar, não sei, se passados tantos anos, poderei dizer que pisei palcos, que acompanhei grandes nomes da música portuguesa e que fui aplaudida, de pé, como só as pessoas que têm um dom o são.

Julgo, que obrigar os meus ouvidos a umas doses diárias de notas musicais arriscando acompanhar num tom já meio envergonhado pela falta de treino, prática e confiança, é mesmo assim, acredito, uma forma de continuar a ser eu.

Esse dom foi um dos fenómenos mais importantes que me há tocado viver, ou melhor dizendo, padecer.

Não aprofundei o meu estudo da música, limitando-me a recrear algo que vinha de mim, que eu expulsava do meu interior sem grande controlo. Era algo que simplesmente acontecia, sem explicação, sem regra. E no entanto, esse acaso contribuía para uma reacção nos outros e principalmente, em mim, no meu corpo, na minha carne, no meu efémero coração.

Sei que se tocarmos uma nota num piano, se houver uma guitarra por perto, esta, irá vibrar a mesma nota sem que ninguém a pulse. A isto chama-se Vibração por Simpatia. Sim, é o mesmo que nos faz vibrar com uma pessoa que “nos cai bem”, porque estamos conectados pelo mesmo tipo de nota musical.
E também sei que exsite uma recação bioquimica. A música é considerada uma energía física, o som, repercute na superfície total de nosso corpo, filtra-se através de nossos poros até chegar ao lugar onde se encontram as glândulas endócrinas desequilibrando assim, a produção natural de hormônios. Se existir mais adrenalina que o normal, vamos acabar por observar um aumento da pressão sanguínea e um aumento do ritmo cardíaco. O hormônio, chamado gonadotrofinas, que junto com os hormônios sexuais, tanto masculinos como femininos, são os que produzem reações incontroláveis do organismo fazendo, este, chegar ao orgasmo.

Já senti que a música se apoderava de mim, que eu já não era dona das minhas reacções, que algo que era mais forte do que eu fazia lágrimas caírem-me cara abaixo, que os pelos do meu corpo ficavam erectos, que as minhas mãos soavam, o meu corpo tremia da emoção e o meu coração lutava para continuar a bater e não se entregar a um estado de inércia induzida. Ou pelo contrário, bater tão fortemente que quase conseguia pular a serca e abandonar a sua morada, o meu corpo.

26.6.09

Como por vezes a memória me foge, tenho medo de não ser justa o suficiente

e ela estava radiante…

Perguntei eu, o que me dizes tu sobre a Farrah Fawcett?

"Enquanto o menino dorme por tempo indeterminado...

Tornou-se “famosa” por integrar os anjos de Charlie (série original). Era considerada um ícone de beleza e a tendência do penteado dela, pegou como referência no anos 70/80. tal que embora os ANJOS de Charlie sejam todas hierarquicamente iguais, ela destacou-se mais, (pelos seus atributos), e era como se fosse a protagonista.

Depois já não recordo o que aconteceu, mas recordo que ela foi substituída na série, (que durou um porradão de anos…), por uma outra loira que supostamente era “irmã” dela.
Mas não sei porquê saiu, deu processo e tudo, porque ela quebrou contracto.

Sei que foi casada duas vezes.
A conhecidissima relação com Rayn O’neal, durante bués anos, mas o gajo tinha problemas com drogas e álcool, e embora se tenham divorciado, eram “amigos” na mesma. Tiveram um filho e tudo… Ela era o grande amor da vida dele, só que ele também era um mulherengo.

Depois houve o CÉLEBRE poster dela com o fato de banho vermelho, que isso para a altura era um escândalo! Mas não foi tão famoso como a foto ícone do Che Guevara.
E também sei que pousou para a Playboy.

Não sei mais nada.

Ahhhhh…. Teve um cancro anal.

Servem-te como referencia estes dados????

Qualquer coisa vai pesquisar.

Eu sei, porque o meu pai e a Tila eram FÃS dessa série e eu acompanhava-os enquanto brincava às barbies no chão ao lado do sofá! Religiosamente."

Acho que não preciso de ir pesquisar. Hoje considero-te o meu comando de busca. Obrigada minha Adrianissima erudita-retro-com-um-certo-contra-ponto-vicioso-venezuelano!

obrigada por mais uma vez deixares a tua marca neste meu canto, que é tão nosso, tirando peso ao pesar.


Moi aussi! (com ou sem acento)

R.I.P.





apesar de só ter sido postado hoje, a Farrah deixou-nos no mesmo dia do Rei da Pop.

25.6.09

The Moon Walker Dancer



Embarcou numa busca frenética dum conceito de perfeição muito seu.


Polémico mas único.

Reza a história, que era um Homem em que o H grande defina somente a espécie, não o carácter.

Mesmo assim, é com saudosismo que olho para trás, para o tempo antes de tudo o que dava para maldizer.

Mas, contudo e no entanto, a mão tem de se dar à palmatória por ter marcado duas décadas em que foi coroado no reino da Pop e intitulado como The Moon Walker Dancer.

Lembro-me de ter medo de ver o Thriller. Lembro-me das meias brancas em contraste com os sapatos pretos, da luva numa só mão ou da gaze na ponta de três dedos, eleitos, sabe-se lá porque lógica.

fizes-te história



R.I.P




23.6.09

oscilados . obsessivos e descontrolados



Neste oscilar

que não tem peso nem medida,

onde a mente está obsessiva

e os pensamentos descontrolados

é urgente romper com esta linha

cada vez menos tenue

que une

o discernimento à insanidade.

É urgente não lamentar,

o que nunca nos coube a nós controlar.